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brado

brado

bendita!
baiúca bem bandoleira
beirando baita baderna
balcuciando boas besteiras
Babaquice babilônica
balbúrdia, boatos, balelas
Brasil beirando Babel
baita bafafá... berros!

bispos batizam bacuris
barganhando bagatelas
bagulho baixada bem barato
barganhando bagatelas
barnabés bobos batalham
barganhando bagatelas

bagunça banalizada
baile barracão
bajulando bacanal
baba baby
bate boca

bate bateria
batuca
bum bum bum
bota barulho batucada
bota balanço bamba

brasileira bonita
bota balda
balança bunda boazuda
bole bole balaio
bota banana
bamboleia

bando bestial
bandidos bizarros
botam banca
bendizendo Brasília

bondade banida
bandeira brasileira
beirando bancarrota

bom
brasileiro bacana
benevolente bocaberta
bebe barril birita bagaceira
bafejando budum...

bonança!
bom botar beiços bipartidos
baseado boleado
bota brasa
bota barato!
buuuuuuuuuuu!

sacharuk


famigerada figura

famigerada figura

famigerada figura
feneceu feio
feito fome
fazia furor febril
face fervente
foi fanático
fomentou fúria
foi fervoroso feito fé
fumegante feito fumaça
flamejante feito fogo
fogo fátuo
foi funesto fato

famigerada figura
forçou felicidade
forçou...
felicidade finalmente
fez foguinho fraco
faiscou fagulhas feridas

fez fabulosa fortuna
financiou farras
fanfarras
fisgou fêmeas fadadas
famosas financiadas
fantásticas formosas
fodedeiras frescas
feito fúteis fadas
fumegando falos

faliu fábricas
forjou falácias
falsificou
foi facínora
formou falanges

favoreceu falsidades
fez feitiçarias
finalmente foi fisgado
fichado

fígado foi furado
faca faiscante
fincada fundo
facada fatal

finalmente
faleceu
fatigado

feneceu faceiro
foi feliz
foi fácil
foi fagueiro

foi famigerado fariseu
fiel fanfarrão
fatalmente
fará falta

sacharuk

mulher multidão

mulher multidão

mulher multidão
malemolente malabarista
mergulha mar movimentado
maneja moluscos murchos

magnificência miserável
monta meninas
monta moleques
machos maduros
maiores menores médios

maliciosa
molesta matrimônios
maravilha maridos
magoa mulheres

moralista mordaz
manufatura machismo
mercantiliza morfologia
monetiza mastercard

mulher mutreta
mete muito
muito mesmo!

maquiavélica multifaces
manipula misérias
mensura migalhas
manobra mentiras
milita maledicências

sacharuk


certas circunstâncias

certas circunstâncias

calo...

calo conforme coração cede
cutuca célere
comovido
coração caído
consignado
com certas circunstâncias

coração carece calar
cessar consonâncias
cessar calores
carinhos
conversas cantadas

cada certeza
cai calada
carrega consigo
cada conclusão conveniente

calo com companheiros
com compromissos
com conquistas
com carinhos

certas circunstâncias
conduzem corpo calar
consternado
cativo
caindo como casarão centenário
corroído

calo, contudo
continuarei
cortando caminhos
com cabeça competindo
com certas circunstâncias

sacharuk




cadente

cadente

cobicei calar
conversas conduzidas
com cinismo

considerei cessar
certas contradições
com coisas compartilhadas
coisas curtidas
comentadas
com criaturas
conquanto cabeça
continuou conturbada

careço cessar conflitos
confusões
conquistar clareza
coerência
compactuar com conhecimentos
com ciências
certezas
coisas consistentes

contudo
continuei cantando
catando coisinhas
caminhando chãos

caí
contudo
caí contente
contando casos
cantando cirandas
com corpo cambaleante
com coração caloroso
com certezas cadentes

sacharuk


seixos segmentados

seixos segmentados

solte sua sábia semente seca
sob sol sentinela sutil
soterrando símbolos sagrados
sob solo sarado servil

seu sacerdócio 
sua súplica
seguirão sonhos singulares
sequestrarão sistemas solares

se sentires seus segredos 
serem sabiamente selados
sua serenidade será sangrada
sobrarão seixos segmentados

sacharuk


seis segundos... sete segundos

seis segundos... sete segundos

sentiu-se seduzida...

subitamente
seus segredos
sucumbiram

sua segurança
solenemente sabotada

sua sobriedade
simplesmente sumiu
seu sofrimento
sarou

sobrou sensualidade
sentiu seus seios
sacrificados sob soutien
saírem sólidos

suplicava sexo
sensualmente selvagem
selvagemente sensível

sentiu safadeza
sacramentada
sequestrando sua santidade
saturando sua sensibilidade

serviu-se sobre sua serpente
sentiu segredos seminais
sufocarem seu semblante
sensivelmente sádico

supostamente satisfeita
sorriu solta
sobretudo
seis segundos
sete segundos
superou sua solidão
saciando sua sede
sentiu-se serena

sacharuk


semeadura


semeadura

se sarasse sua saúde
seca semente

sobrariam sombras

sobre sertões
serenaria sol solapante

seria sábio
seca semente

salvar seus sonhos
semeando solo
servindo sociedade

saiba
seca semente

sol sempre seca
sempre...

savanas são serradas
selva silenciada
suplicando socorro

salve-se
seca semente
sonegaremos sua secura
sob sol sequestrado
serviremos sua semeadura

sacharuk




não estou para falar de amor se ele ainda não dói, nem rói, nem pede flor. Não há flores na minha poesia, as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura. Meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro, o único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente, e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza, só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista meio insano, meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história. Todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas, nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim, o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira.