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A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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pandorga

pandorga

menina tu sabes
o que é uma pandorga?

é uma singela armação
em formato de losango
cuja base é uma cruz
de duas varetas
de taquara ressecada
recobertas por fina folha
de papel encerado
docemente planificada
em vivas cores
completada por inquieta rabiola
em tiras de trapos velhos
emendados uma à outra
feito amor divertido

do centro da engenhoca
a linha de barbante fino
e estende por metros
e segura na mão de um mago
voa tal ave colorida
abrindo portas no céu

e tu menina dirias
que quando pandorga voa
é exótico passarinho
com asas de poesia

sacharuk








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