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A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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sacharuk escreve em inspiraturas.org

desmantelada

desmantelada

era eu dura pedra
ao pó desmantelada
pelo crivo da tua vontade
eis que o desejo persiste
teu signo na pele tatuada
ao toque das tuas digitais

minh'alma resiste marcada
meu âmago ninguém toca mais
meu gozo quer tua completude
ainda são teus os meus ais

sacharuk

painting by Lilian Patrice

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