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A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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terraplanismo

terraplanismo

  chato
          pensar plano
  na terra que acaba
       no final do ano
   na ponta do rumo
       de pedra batida
  e some onde cruza
   o fio do horizonte
com a linha da vida

pior que chato
                é vexame
 da ideia desnutrida
    do olhar obsceno
      tonto e calhorda
    que vê só a borda
           do terrapleno

sacharuk



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