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canibalismo cidadão

 Circundavam calçada, centenas criaturas com camisetas coloradas, confeccionadas com cara chapada criatura chamada Che. Comunistas coordenados conclamavam cizânia, clamavam chamamento: "Calamar candidato" "Calamar candidato", carregavam cartazes com caricatura Calamar Cachaceiro. Criaturas com cútis coloridas, confinadas conduziram cartazes condizentes com "conservar cotas" "coordenados contra corfobia" "Calamar comprometido contra corfobia", clamavam consideração. Criaturas com corpos comuns chacoalhavam colhões, chacoalhavam chibil, cu, considerando comover comunidade contra chavascofobia, contra caralhofobia, contra cacofonia, contra coxinhas, contra capitão coisonauro, contra coisominions, contra crentes, contra chãoplanistas, contra capitalismo. Criaturas cagavam chão calçada conclamando cruzada contra cufobia.

capitão coisonauro comandava carreata com centenas ciclomotores, cujos condutores, criaturas conhecidas como coisominions, coibiam cuidados contra coronavirus, carregavam cartazes com "candidatura colegiada com cédula carimbada".  Comando Combatentes chefiava cadetes conduzindo carreata com canhões centenários, chamuscantes como chaleiras carbonizadas, colocando canhões contra cara comunidade contrária convicções cretinas.  Coordenadores Congregação Cristã Cristo Chegará comercializavam cura conquanto conduziam culto comandando crentes, como carneiros confusos, criarem cruzada contra convicções comuns, contra candidaturas contrárias. Chãoplanistas chegavam conclusões catastroficamente calhordas. Chefia chinelicias cariocas, composta com conhecidos criminosos condenados, conclamava capitão coisonauro conquanto comandava crimes contra civis.

com cabeça cheia, cismei:

-caguei!  Comprarei cachaça com crédito covid caixeconômica.

sacharuk


não estou para falar de amor se ele ainda não dói, nem rói, nem pede flor. Não há flores na minha poesia, as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura. Meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro, o único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente, e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza, só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista meio insano, meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história. Todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas, nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim, o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira.