A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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sábado, 25 de julho de 2020

poema dos erros

poema dos erros meus olhos desenham letras do teu nome poesia de amor minha língua prova o gosto da tua boca poesia de amor portanto escrevi para ti o poema dos erros falei dos degredos do desvelo também sobre naufrágios no dia que leres ouvirás minha voz até posso te ver lendo meus versos com meu sorriso favorito tão divertido teu rosto iluminado até posso te ouvir dizendo meus versos num tom desconexo depois indagando o que resta a nós dois? tu podes saber eu posso sentir oh ohoh ohoh sinto o toque, linda ouço a tua voz oh ohoh ohoh sinto o toque, linda ouço a tua voz sacharuk


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