A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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terça-feira, 7 de julho de 2020

pífano perdido

pífano perdido

pronto! pachorra paz
perdia ponto
perdia prumo

perseguia prudência
pedia providência
pedia perdão
pelos pecados

precisava paciência
passos perseverantes
parcimônia planejada
para partir paradigmas
para provar perspectivas

perspicaz
prescindia pensamentos
profundamente peculiares
particularidades pueris
palavras pescadas
para parir poesia

possuia
plenas prerrogativas
planejava propósitos
perseguia prodígios
porquanto procrastinava
produções pragmáticas

pretendia persuadir
provar pleno poder
preconizando premissas
pronunciando paradoxos

por pura pressa
produzia pensamentos
promíscuos
palavras portavam
perfídias perdidas

pronunciava
preditivas prosas
pareciam presságios
perversos
pessimistas
perplexos

pedia pela paz
pedido porém
pairava pretérito
ponderava preceitos
parecia pífano perdido
propagando pífios prelúdios

sacharuk


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