A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Desafio de crônica em www.inspiraturas.org

CRÔNICA - repositório de ideias:

• Muitas vezes não damos conta do que acontece ao nosso redor. Observe as pessoas, as situações, os inesperados que a própria vida nos oferece. Nosso dia a dia é uma boa fonte de ideias se prestarmos atenção a ele.

• Músicas costumam falar de emoções, fatos, sentimentos. Às vezes uma única frase ou refrão são suficientes para suscitar em nossa mente uma bela história.

• Salas de espera: é comum termos de passar algum tempo em salas de espera de consultórios médicos, repartições públicas ou outro ambiente lotado de pessoas. Há uma imensidão de experiências que estão bem ali, à sua disposição. Pode ser que de uma conversa entreouvida já venha o esqueleto de uma história completa, ou apenas uma frase, uma reclamação, um comentário. Pequenas centelhas podem virar grandes fogueiras narrativas.

• Imagens: fotos e ilustrações podem suscitar ideias latentes em seus detalhes. Em uma época em que tudo é imagem, aproveite as fotos que vê e imagine a história que há por trás delas. Que momento é aquele que foi eternizado? Quem são as pessoas ali presentes? Será que escondem algum segredo? O que aconteceu a elas depois que a foto foi tirada? Não há limites para a sua imaginação.

• Noticiário: jornais também podem ser usados como fonte de ideias, já que muitas vezes a própria vida é capaz de surpreender mais do que obras de ficção. Fatos podem servir de ponto de partida para um conto ou crônica.

1. Não tenha pressa. Dedique o tempo necessário para que a ideia se desenvolva. A ideia perfeita não necessariamente chega pronta até você. Muitas vezes é uma combinação de velhas ideias em novo formato. Adapte as ideias. Nem sempre elas surgirão prontas. Adapte-as para o que você quer fazer.

2. A vida é melhor em grupo. Isolados ficamos presos a certos conceitos. Em grupos, criamos uma rede fluida, propícia à criação de ideias.

3. Perder o foco é importante. Não fique obcecado para achar a ideia. Distraia-se com outras coisas, tenha um passatempo, dê tempo para que ela apareça.

4. Não rejeite o erro, ele serve para adubar o terreno de onde nascerão novas ideias. Quando alguma não funciona, você entende o que dá e o que não dá certo.

5. Exercite a bagunça organizada. Anote tudo o que lhe vem à mente sem catalogação, sem rótulos. Guarde tudo e acostume-se a misturar e recombinar suas anotações.



Citações de Dominic Barter, Zero Hora, 13/06/2019

“o poder do diálogo e da empatia no aprimoramento da capacidade de conviver e na compreensão de conflitos, mesmo diante de comportamentos e situações coletivas que envolvam dor e sofrimento. “

“Há traços complexos entre quem está trabalhando para transformar uma dinâmica de repressão e as pessoas que temem perder, de algum jeito, seu bem-estar. Na visão delas, em um entendimento superficial e medroso, os privilégios de um grupo são ameaçados por essa transformação em curso, quando na verdade é uma contribuição para o bem-estar de todos. “

“Há falas mais articuladas, mas em sacrifício da capacidade de escutar e de perceber a humanidade da outra pessoa. Estamos sofrendo isso nas famílias, no trabalho e nos relacionamentos. Prestamos atenção na opinião do outro, mas temos dificuldade de enxergar o ser humano por trás dela.”

“A política não é uma briga de pessoas, é uma briga de ideias. E o embate de ideias dentro da esfera democrática é para encontrar o que serve melhor à sociedade, e não aquilo que eu prefiro. Para a política ser dialógica na busca do que melhor serve à sociedade, precisamos ter simultaneamente a defesa daquilo que a gente acredita que seja melhor e a disponibilidade de ouvir e de ser mudado pelo que a gente escuta. “

“Simpatia é a energia fraterna com a qual a gente alimenta as relações no dia a dia. Envolve a disponibilidade de rir junto, de brincar junto. E uma qualidade muito bonita de acolhimento quando o outro não está bem. É uma receptividade de alguém pelo fato de essa pessoa estar passando por uma situação difícil, que é implicitamente considerada imutável. A simpatia é maravilhosa, mas é passiva. Oferece consolo para aquilo que não podemos mudar. Já a empatia é transformativa. Em vez de dar colo, a empatia junta forças. Ela oferece apoio para a capacidade de mudar a situação. Empatia é esse foco de atenção ao outro que permite liberar a imaginação, revelar o próximo passo, energizar para uma ação transformativa.”

“Muitos jovens vivem uma profunda desorientação perante à transformação dos papéis de gênero na sociedade. Os meninos são criados para serem homens de uma forma que muitas mulheres não toleram mais. Isso desorienta os jovens profundamente, cria uma ideia de que nunca vão poder estabelecer relações amorosas. “

DESAFIO:

Máximo de uma página. BOAS INSPIRAÇÕES!

“Comum é o desejo das pessoas de viver em paz e em harmonia com o outro. Isso é universal. As pessoas querem segurança, liberdade, respeito, acesso a recursos materiais mínimos para viver, sentido nas suas vidas. Querem justiça e a possibilidade de expressar o que é único a cada um, seu jeito de amar, vestir, rezar, comer e de se expressar culturalmente. Todos experimentam um intenso sofrimento quando esses desejos são reprimidos por indivíduos ou condições sociais. E estão dispostos a lutar por essas necessidades, mas, muitas vezes, estão desprovidos de mecanismos eficazes para travar essas lutas sem acidentalmente se tornarem fontes da repressão dos outros, exatamente o que não querem para si próprios. Essa é a grande tragédia. Em nome desses valores universais, oprimimos pessoas que compartilham dos mesmos anseios. Marshall Rosenberg falou que a violência é a expressão trágica de necessidades universais não atendidas. “

Dominic Barter, Zero Hora, 13/06/2019

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