A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Desafio Mímese e Verossimilhança - www.inspiraturas.org



Mímese e Verossimilhança

Em Platão, a arte como mímese desloca o artista para o papel de um imitador de terceiro grau, uma vez que este imitaria o mundo material o qual já seria uma representação do mundo das ideias. Haveria prejuízo para a percepção o que relegaria à arte uma menor importância. Mais que isto, a arte figuraria como obstáculo à verdade, onde os objetos teriam aparência ilusória. O poeta imitativo seria capaz, utilizando-se da emoção, de levar o cidadão ao engano.

A Poética de Aristóteles compreende a poesia como mimese, mas em oposição a Platão, não a relega a uma mera imitação de terceiro grau. A arte, por meio da linguagem e da língua, imita a realidade, mas também representa e elabora o mundo imaginário. Aristóteles percebe a poesia como elemento representativo que imita a ação humana. Ele considera a relação entre autor e receptor, assim como principalmente o efeito da arte no público. 

A verossimilhança é a característica que a arte tem de estabelecer semelhanças com o real. Este elemento artístico é construído pelo processo de mimese onde o artista se aproxima da realidade, mas sem dela ser refém. O afastamento da realidade entra como parte do processo artístico. O artista cria quando se distancia do real. Quando existe perfeita correspondência entre realidade e produção, há mais proximidade com ciência do que com a arte. Esta última cria seu próprio mundo, verificável somente em si mesmo.

Verossimilhança é a impressão da verdade que a ficção consegue provocar no leitor. Alguns filmes, novelas, livros são exemplos de verossimilhança pois apresentam os fatos semelhantes ao que acontecem na realidade vivida.

Outro ponto de vista define a verossimilhança não como a semelhança dos elementos da obra com o mundo real, mas a credibilidade que esses elementos demonstram em relação ao mundo de ficção apresentado. Sob essa perspectiva, portanto, adequação à realidade e verossimilhança são conceitos independentes, podendo, por exemplo, uma obra introduzir elementos que se correspondem fielmente com a realidade, mas não são verossímeis no contexto de ficção construído na obra.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Verossimilhan%C3%A7a

PRODUÇÃO:

Fazer uma produção em PROSA com o seguinte tema “Melancolia”, com narrador onisciente e no mínimo duas personagens.

oficinainspiraturas@gmail.com

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