A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

DESAFIO Inspiraturas: AUTOBIOGRAFIA - www.inspiraturas.org


DESAFIO Inspiraturas: AUTOBIOGRAFIA - www.inspiraturas.org


A autobiografia é um gênero literário que existe desde muito tempo e continua bastante presente na atualidade. É um fenômeno atemporal e mundial, que pode ser inteiramente literal ou possuir ingredientes ficcionais. O precursor desse modelo de escrita é Santo Agostinho, durante a Idade Média, com Confessiones (Confissões). Além deste, vale lembrar grandes obras autobiográficas conhecidas mundialmente, como por exemplo, Diário de Anne Frank.

Nada mais é do que a vida de uma pessoa relatada por ela própria e, em muitas vezes, transformada em livro e/ou filme. Mas também muita gente utiliza tal particularidade e não se dá conta, ou seja, quem usa o diário para anotar sua rotina está se autobiografando, mas nem por isso tal indivíduo intenciona publicar suas anotações. O mesmo acontece com o envio de cartas. Na maioria dos casos, quando se escreve uma correspondência para outrem fala-se de si próprio; outra situação em que a autobiografia está presente, sendo direcionada a um leitor, único ou não.

Uma das vertentes da autobiografia é o ghostwriter (escritor fantasma), ou seja, alguém que escreve a biografia de outra pessoa, passando-se por ela mesma. Normalmente o ghostwriter é contratado para tal serviço, fruto do interesse e curiosidade que os indivíduos têm em saber da vida dos outros, principalmente dos famosos. Com isso, a celebridade, muitas vezes instantânea, recorre ao trabalho do escritor fantasma para discorrer a seu respeito, atentando-se a recursos que ela usaria para falar de si própria, para não levantar suspeitas de que não foi ela que compôs sua autobiografia.


Fonte: infoescola


A autobiografia é o relato da história de nossas vidas escrito por nós mesmos. Trata-se da narrativa detalhada das conquistas, dos fracassos, dos eventos marcantes que devem ser perpetuados no papel para que outros possam se interessar e ler.

Como fazer:

1. Precisas entender que tua história pode ser muito mais interessante do que intimamente acreditas. É importante sentir que vale a pena ser contada, que tua experiência pode ser de utilidade para as pessoas. Apela à tua memória, faças uma retrospectiva, anota os pontos importantes incluindo datas e locais. Valoriza os eventos nos quais tua participação fez real diferença. Faz uma longa lista e enumera os eventos cronologicamente.

2. O trabalho é pegar tudo aquilo que já viveste e tornar isso interessante para os leitores. Abusa de recursos estilísticos. A maneira de contar será bem melhor apreciada do que a essência dos eventos contados. Lembra sempre que o mérito da literatura é extrair a beleza das pequenas coisas e das sutilezas.

3. É óbvio que a autobiografia deve conter os acontecimentos mais importantes da vida, lugar de nascimento e essas informações básicas, mas é importante valorizar os detalhes, pois são eles que dão vida ao texto. Conta sobre as curiosidades da tua família, o relacionamento com os parentes, as tretas domésticas, a comida da vovó, os brinquedos da infância etc. Não pula do nascimento para a fase atual, isso deixa uma lacuna na história.

4. escreve sobre a maneira como vives, te comportas, aquilo que gostas e até mesmo o que não gostas. Tudo isso deve estar presente na autobiografia. Considera questões como as preferências musicais, literárias, alimentos favoritos, pensamento político, perfil social, importância para o grupo social, etc. Toda a informação deve ser relevante para que o leitor consiga integrar uma imagem tua. O desafio é usar de todos os recursos (estilísticos e persuasivos) possíveis para agregar emoção e relevância a cada passagem do relato, senão o leitor não encontrará importância no acontecimento. Apenas tu conheces a emoção associada a cada ocorrência da tua vida. O pulo do gato é conseguir reproduzir a intensidade e a qualidade dessa emoção nas tuas construções literárias.

O desafio é construir uma pequena autobiografia orientada para a “autoconstrução do escritor” que cada um de nós é. Contar nossa história de forma a revelar como nasceu e se desenvolveu o desejo da escrita. Todo escritor deve ter uma pequena autobiografia arquivada para ser utilizada quando necessário, para ser lida em apresentações, mostras, saraus e para servir de cabeçalho de sites, blogs e publicações. É importante ser breve e evitar eventos que não foram importantes para a formação do escritor. Entretanto, é importante notar que alguns eventos de natureza pessoal ou, até mesmo, traumáticos, podem ter sido importantes propulsores do desejo de escrever. A esses eventos não devemos negligenciar.

Boas inspirações!

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