A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Ágape

Ágape

andava ainda assim: altiva
alma aérea
a alimentar anjos astrais

abrupta
avançava ares
angulosa
alavancava as avenidas
a alimentar almas assassinas

abdicava as amizades
aspirava ao amor
algum amor

ah!
Ágape acreditava
áries ascendente áries
astuta, auspiciosa
alto astral!

amor às antigas?
ah ah ah ah
alcunha: Amanda
a Avassaladora

astuta artista
acessível
altamente acessível
acenava
acintosamente
abordava alguém
assim... alguém
aleatória

almejava algo anônimo
atestava acordos amorosos
afoita
adentrava alcovas
apagava abajures
abria as alças

abraçava apaixonada
acariciava
abrasante
atirava-se ao amor animal
acoplada
Amanda, acesa, ardente
abaulava as ancas
arqueava abundante

ajoelhada
abocanhava
arrebatadora
afim... adentrada

assimilava
até abarrotar
abençoada
ao amor abreviado
a alma absoluta
alma abastecida
assistia ao amante
abafado
abatido
aspirações aceleradas
aturdido
abusado

Amanda alimentada
acabado!
avião aterrissava
Ágape agradecia

sacharuk

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