Pesquisar...

Lírica! Um acróstico


lírica! Um acróstico

Lírica, teu grito desvairado
Insinua sonhos pervertidos
Raios de sol negras luas
Interstício de amor decantado
Cadência dentre o vestido
Artesania das formas nuas

Diz algums versos, louca
Ora recita ao meu ouvido
Saliva- te em minha boca

Sinuoso poema declinado
Envolto em fogo imaginativo
Imerge dentre teus seios
Os versos acendem desejos
Seus olhos me fitam cativos

sacharuk    

painting by Lilian Patrice







não estou para falar de amor se ele ainda não dói, nem rói, nem pede flor. Não há flores na minha poesia, as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura. Meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro, o único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente, e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza, só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista meio insano, meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história. Todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas, nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim, o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira.