A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

ela ama o jonathan

ela ama o jonathan

ela ama
o jonathan
tal rio de água mansa
quando ela dança
ele encanta
se ela canta
ele dança
o jonathan
é um encanto
o jonathan
é segurança

e enquanto
a nova rima não cansa
ela convence o jonathan
ao casamento na França
o jonathan é o argumento
o jonathan é a esperança

eita festança!
não anda mais de jumento
nem ouve o ronco da pança

sacharuk

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