A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Cárcere Curitiba 8



Cárcere Curitiba 8

-carcerero, carcerero, consegue celular. Careço chamar cumpanhera Crazy conversar comigo.
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-Crazy, cumpanhera Crazy!

-chefinho!

-capturaram Chinelão, chefe corrupção carioca?

-capturaram, chefinho. Colocarão Chinelão confinado cadeia.

-caraca, cumpanhera. Chinelão confere com criatura com carência categoria conviver cadeia curitibana comigo, com cumpanhero Cabral. Consegue com cumpanheros causidicos conseguirem conduzir Chinelão cadeia Charqueadas. Conviver comigo, com Cabral, confere com coisa cujo corrupto condenado carece categoria como chefe, carece crasse. Continuo com cisma contra Chinelão. Criatura cagou corrupção carioca. Como confiar? Consegue colocar Chinelão cadeia capixaba, cearense, catarinense...

-claro, chefinho Calamar. Conseguirei com causidicos colocar Chinelão cadeia Capital. Contudo, caso chefinho careça comer Crazy, compete chamar celular. Crazy corre contentar chefinho.

-Caraca, cumpanhera!

sacharuk

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