A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Homenagem de Paulo Moraes a Wasil Sacharuk

AMIGO POETA!!

(em homenagem ao Poeta Wasil Sacharuk, por sua contribuição à poesia
e por estimular e incentivar o surgimento de novos poetas)

Ah meu amigo!
Eu sei que tu conjuras
flores imaturas
e das tuas mãos saem afagos
de eterna saudação.
Ah meu amigo!
O sol brilha nas tuas palavras.
Elas são como um bálsamo
repleto de amanhãs.
É o teu corpo invencível
que derrota os malefícios
e conduz os teu passos firmes
entre as pedras amigas.
Já vi tua caneta romper muralhas,
com a sensibilidade
dos jardins resolutos.
Entre o sonho e a vigília
tu preparas o banquete das estrelas.
É a Lua que te aplaude
com seu robusto peito de pérola.
Navegamos juntos, nos mesmos versos,
colhendo os horizontes de cada dia.
Mas sempre, és tu,
quem rema com maior entusiasmo.
Nesta fortaleza estamos amparados,
por causa da tua incessante generosidade,
carregando os nossos fardos
de ânsia de poesia.

PAULO MORAES

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