A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Cárcere Curitiba 3

Cárcere Curitiba 3

Calamar Cachaceiro conseguiu com Comandante Carcerário convite chamando Calamarzinho  conhecer cela com colchão comum.
Calamarzinho, congênita cria Calamar com criatura colocada caixão, começou catando cocô, contudo conseguiu chegar cargo CEO com corporações comerciais consideráveis. Comprou companhia comunicações, comprou cervejaria...

Conforme Calamarzinho chegou, Calamar começou confabular:

- Calamarzinho, caro congênito, com cartão crédito Caixa, compre celular com cinco chips, com carga cheia, com câmera chelfs.

- Câmera chelfs?

- Certo, cumpanhero Calamarzinho. Com câmera chelfs Calamar colocará circular cara carente com cuidados,  como Calamar cobre corpo com cobertor, como Calamar coloca cabeça colchão comum, como Calamar caga com cagatório conjugado, como Calamar conduz campanha com celular conversando com coordenadores. Calamar conquistará comiseração criaturas comuns, colaborando com candidatura.

- Comprarei, caro camarada.

- Caralho, Calamarzinho. Camarada confere com coisas comunistas. Continua calado, catador cocô!

sacharuk



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