A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

turbilhão


turbilhão

turbilhonava tornado
tramava torvelinho
tachava Terra tal tola
traçava torta trajetória

tivesse tragédia testado
todas tradições
todos temerosos
tantos tabefes tomados
tantos tropeços
tanta teimosia

todavia
terráqueos trataram
temido tsunami
tal troço tosco
tocou tensão toda Terra
transbordou tudo

trouxe tempestades tropicais
terríveis terremotos
transfigurações
tufões
tumultos

tudo tolerado
tão tácito
tão taciturno
trouxe tanta tristeza

talvez Terra
tentasse triunfar
traduzindo teor
tantas tristezas
tantas tolice
trabalhar
trabalhar

todos tememos
Terra terminar
tampouco
Terra treme

Tão tocante
todo território tomado
tórrida tortuosidade

traidores
tacanhos tiranos
tramam tragédias
transgridem tendências
trapaceiam

Terra tonta tombando
tempo terminando
tic-tac tic-tac!

sacharuk


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