A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Ao Mago da pena, por Marcia Poesia de Sá

Ao Mago da pena.
( O acolherador !)

Tu que do vento uivante fazes versos
e que do frio intenso fazes queimar esperanças.
Tu que com esta vida brincas de criança,
e escreves amalgamando distâncias...

tu que ousas crer no improvável
e com total talento ensinas o inabalável
desejo de melhoras e sonhos reais.

Tu que começastes sozinho a unir pedrinhas
e a brincar com palavras, formastes linhas
de um conto especial que jamais finda!

- Meu muito Obrigada !

Tu que sugas o verde amargo
e sopras os mais densos e doces verbos
sobre o horizonte da página antes, brancas
deste pseudo acaso literário.

Hoje vejo não uma, mas muitas páginas
e mais páginas se unem a nós,
neste teu, e hoje, nosso infindo livro de abraços.

E é a tu, imensa folha imã de nós todos,
alguém a quem me orgulho de chamar de amigo,
que venho hoje, assim tão simplesmente agradecer
e de todo meu coração queira saber,

sou do teu sonho, da tua amizade e do teu riso,
um ser inteiro e eternamente cativo !

Márcia Poesia de Sá

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