A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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domingo, 26 de julho de 2020

o novo sopro do vento

o novo sopro do vento

percorri noites insones
quando todos dormiam
andei ruas coloridas
luzes que me cegavam

contei noites estelares
tal cavaleiro noturno
que se desfaz em orvalho
do amor que tanto sente
do amor que tanto sente

meu corpo é frio
meu peito é mais
mas abre para abraçar
o novo sopro do vento

medi forças com o tempo
enquanto todos dormiam
vi imagens distorcidas
luzes que me enganaram

escrevi poemas tolos
tal mensageiro noturno
que se desfaz oceano
de tanto amor que sente
de tanto amor que sente

meu corpo é frio
meu peito é mais
mas abre para abraçar
o novo sopro do vento

mas abre para abraçar
o novo sopro do vento

sacharuk




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