A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Cena e Sumário

Cena e Sumário

Por Norman Friedman:
- SUMÁRIO NARRATIVO: relato generalizado ou a exposição de uma série de eventos abrangendo um certo período de tempo e uma certa variedade de locais, e parece ser o modo normal, simples, de narrar.
- CENA: a cena imediata emerge assim que os detalhes específicos, sucessivos e contínuos do tempo, lugar, ação, personagem e diálogo começam a aparecer.
http://seletadeprosa.blogspot.com.br/2007/10/cena-sumrio-e-panorama.html
Cena e Sumário – exemplo:
DescriçãoA casa de Madalena situava-se numa rua escura. Era um velho sobrado de alvenaria, em estilo colonial, perdido no meio de um descampado.
Narração – SumárioTodas as noites, antes de dormir, Madalena verificava, com esmerado método, se as portas e janelas estavam bem trancadas. Consumia, nesta operação, mais de trinta minutos.
Narração – CenaNuma noite de inverno, ouviu um leve ruído na janela do quarto. Acendeu a luz, assustada. Sacudiu o marido, que continuou a dormir profundamente. O vento, pensou. Permaneceu a noite toda em claro, rezando para Nossa Senhora dos Aflitos. Na manhã seguinte, comentou o fato com o marido. “Coisas da tua imaginação”, sentenciou ele. No entanto, uma hora mais tarde, Madalena mostrou-lhe, triunfante, pegadas de galocha sobre a terra úmida.
Narração – SumárioMadalena redobrou os cuidados. Contratou uma firma de vigilância, que instalou alarmes de última geração em todas as entradas da casa, além de reforçar os trincos das portas e janelas. Também adquiriu um casal de cachorros filas.
Narração – CenaUm dia, o castelo ruiu. Um ex-funcionário da firma de vigilância entrou na casa de Madalena, utilizando-se dos códigos de acesso que roubara ao ser demitido. A mulher ainda gritou, antes de ser morta com um tiro certeiro na testa. O marido teve mais sorte: morreu dormindo.
Aulus Mandagará Martins

DESAFIO:
- escreva um conto, marcando bem as passagens de cena e sumário, com o tema “Insônia”
Boas inspirações!









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