A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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terça-feira, 21 de julho de 2020

Para aqueles que acreditam que a Poesia é cura... (Encontros literários – Oficina Inspiraturas)

Para aqueles que acreditam que a Poesia é cura... (Encontros literários – Oficina Inspiraturas)
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Há momentos que precisam ser descritos, principalmente para aqueles que ainda acreditam que a escrita, em especial a Poesia, é fonte de cura.
Há momentos que são mágicos e para quem como eu é da educação sabe do que falo, é o ‘bum’ daquela aula que deu certo, é o coração batendo apressado, é emoção que vem aos olhos, é tudo de muito bom, é limpeza interior. É aquele texto que te pega pela perna ou o soco no estômago de um final certeiro; é o verso que chega manso e acolhe no peito.
Há momentos que precisam ser eternizados, quando num encontro as almas riem à vontade, quando a troca de energia cicatriza o que foi machucado.
Há momentos que a gente esquece de toda a tensão, deixa a vida fluir e segue feliz, contente e aliviado, pronto para outra batalha, daquelas que a vida torna diária.

Há momentos que precisam ser descritos…
BAÚ DO TESOURO
A proposta deste exercício foi trabalhar a descrição. Um aquecimento para que entrássemos em narrador câmera, tema da aula propriamente dita.
O exercício foi o seguinte: dentro de uma caixa decorada, coloca-se objetos que possam ‘inspirar’ de algum forma. Na nossa caixa havia um anel, uma pirâmide de vidro, um batom, um lápis, um espelho, uma concha, um vidro de perfume, uma caixa de fósforos, um livro, um coração e um elefante de porcelana. Ao lado da caixa, o Dicionário de Símbolos do Chevalier, ferramenta necessária num exercício que pedia significação. Após sorteio entre os participantes ficou definido quem escolheria o primeiro objeto do baú do tesouro e assim foi sucessivamente.
Depois que todos escolheram, o desafio foi descrever uma cena em que esses objetos estivessem inseridos.
A criatividade dos participantes foi incrível, o envolvimento, a atenção; as mensagens fortes, com finais que arrepiam; os enredos tão bem descritos.
Todavia, devido ao curto tempo, não chegamos a trabalhar o narrador câmera, mas não só já temos uma base forte para isso, como a sensação de ‘quero mais’ que ficou no ar. Convite irresistível ao próximo encontro.
Até o próximo!
Andréa Iunes
orientadora da Oficina de Escrita Literária INSPIRATURAS
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Oficina de escrita literária Inspiraturas
às quintas 19h em Pelotas RS

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