A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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terça-feira, 21 de julho de 2020

Depoimento de Lu Leal



PORQUE QUERO APRENDER A ESCREVER...

Tudo começou quando nossa Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal ( APCEF ) contemplou cada Regional com verba extraordinária para uso de seus associados. 

No café festivo todos participantes declararam suas opiniões e eu me direcionei pra Escola Literária lutando pra que desse certo. Fiquei surpresa comigo mesma, pois não gosto da leitura e escrever pra mim também era dificultoso. 

Na verdade, eu precisava colocar no papel meus sentimentos, sofrimento e dor mesmo imaginando que não daria certo pois no colégio o pior era a redação, os 

poucos livros que consegui ler achava que ser escritor é fazer através das palavras o retrato da vida e , com certeza, estava num momento infeliz e doloroso.

A primeira aula estava marcada e o local escolhido, nove seriam os participantes. Porém, somente quatro iniciaram, isto contando dois professores.

Aí sim, me ferrei. A idéia seria incentivar os colegas e cair fora, pois não daria certo pra mim, mas como deixá-los? Dois professores e um aluno? Resolvi continuar até que a sala lotasse pra depois me despedir.

Os dias passavam e os professores me davam incentivo elogiando meu trabalho, rapidamente a amizade aflorou entre nós e me vi presa a eles e quintas feiras têm as melhores noites do mês. E o quarteto não parava mais éramos Sacha, Andréa, Ângela e eu.

Com sinceridade digo: escrever poesia eu tento e me completo com elas; aprendo com os professores escritores Sacha e Andréa e com os meus queridos colegas iniciantes na carreira de escritores Ângela, Cândida, Cirlei, Dionísia, Eduardo, Izabel e Rebeca.

Minha pretensão não é ser escritora, mas o pouco que faço me satisfaz e leva-me a flutuar e despojar meus pensamentos transformando-os em palavras escritas.

Obrigada!

Luleal

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