A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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domingo, 26 de julho de 2020

poesia de graça

poesia de graça

das mulheres
és a que quero
a que não posso querer
talvez algum dia...

Danielas Sofias Macabéas
Gilcinéias Estelas Bias
Marias Andréias e Poesias 

listar substantivos próprios
de gênero feminino
é artifício consagrado
que ninguém mais atura
é puta chavão
nos meandros da literatura

das mulheres
és a que quero
a que não posso querer
talvez algum dia...

Julianas Cibeles Berenices
Alices Francieles Fabianas
Anas Grazieles e Poesias

tomei minha cachaça
após meiodia
sentei no banco da praça
para ler poesia
na internet de graça

então digo numa boa
hoje li Fernando Pessoa
mas prefiro Bento Calaça

sacharuk

 Foto0511

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