A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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domingo, 26 de julho de 2020

pioggia gentile


pioggia gentile

no inverno
tão pouco chovias
sobre as igrejas
           só gotas frias

nas arenas
ruínas
chuva fina
pioggia gentile
          só gotas frias

          só gotas frias
chuvas confetes
serpentinas
canivetes

non correre il raggio
pioggia gentile

non correre il raggio
pioggia gentile

que tua melodia
            seja livre

e nos dias
carentes
de poesia
viveste a ira
imponente dos raios
chuva suave

o céu
com poeira de estrelas
traçou outras linhas
horizontes do eu
pioggia gentile
chuva minha

que tua melodia
           seja livre

que tua melodia
           seja livre

sacharuk

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Rain Lights byKateey

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