A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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sábado, 25 de julho de 2020

pérola rosa

pérola rosa

nasceu no canteiro
exótica flor
lua no olhar
sorridente de sol
amor de poesia
astúcia de prosa
a vovó já dizia:
é a Pérola Rosa

a crescer girafinha
a girar bailarina
doce de mel
boneca de pano
lápis de cor
risos em ramos
pétalas de amor
histórinhas rabiscadas
no universo de papel

cheirinho de terra
leveza do céu
cores faceiras
flor amorosa
sua essência preciosa
faz a gente sonhar acordado

e quando estou abraçado
na florzinha dengosa
pousam sobre meus ombros
milhoes de mariposas
graciosas

sacharuk

Foto0188

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