A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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quarta-feira, 22 de julho de 2020

vê aquele vivente

vê aquele vivente

estás vendo lá?
aquele vivente
junto ao carvalho?

sentado ao chão
livro à mão
medita sentidos da vida
mendica flashes da morte

se aquele vivente der sorte
debaixo da copa crescida
sua mente se abre num rasgo
daqueles que traz estragos
no núcleo da consciência

vai indagar filosofia
ressignificar a ciência
proclamar poesia
tu o vês sentado
tal inspiração
à luz da meditação

sombras do carvalho
solo molhado de orvalho
o vivente sopra sementes
de perguntas tantas

sacharuk

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