A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

OFICINA DE ESCRITA LITERÁRIA INSPIRATURAS - on line e presencial - novos desafios - inscreve-te! Integra conceitos, técnicas e inspiração em desafios lúdicos e escreve poesia, crônicas e contos

quarta-feira, 22 de julho de 2020

abóbora menina

abóbora menina

desconheço preceitos
de agronomia
mas insisto jogar sementes
na terra do meu quintal

minha colheita de pretextos
para nutrir poesia

e colho pimentões e tomates
logo após o natal

não entendo alguns conceitos
me quedam as filosofias

essas coisas remetem à cela
que encarcera ao que aprende
e também ao que ensina

e eu... eu sequer sabia
que de uma flor esquisita amarela
brotava fruto de abóbora menina

sacharuk


Nenhum comentário:

Postar um comentário