A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

OFICINA DE ESCRITA LITERÁRIA INSPIRATURAS - on line e presencial - novos desafios - inscreve-te! Integra conceitos, técnicas e inspiração em desafios lúdicos e escreve poesia, crônicas e contos

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Tragicomédia

Tragicomédia

Quem dentre todos tem a voz mais alta? Aquele que esbraveja e com ferro fere falando das verdades que ele com alma profere... Ou aquele que com açúcar mela os olhos alheios de verdades infundadas de medos descabidos? Ha na vida o intuito de ser ...e sendo, não se mede o alto som do grito, tornam-se melodia as notas que harmonizam-se, mais que os batuques em baterias surdas. Humanos que artistas dizem-se...erram a pincelada em movimentos híbridos. Quem suja o avental na tinta ocre que escorre da própria boca? Aquele detrás da máscara de ferro que não tem nada, além de uma palavra tosca, tola e louca... e um berro... que com alma profere, enquando fere. Ou aquele que com açúcar mela os botões das flores para atrair insetos trabalhadores? Fazem-se poesia de pleno sentido, daquele grito retido, da voz mais alta que emerge de gargantas mudas. De humanos se fazem artistas... que erram os conceitos do nada nos momentos críticos.

Márcia Poesia de Sá e sacharuk

Nenhum comentário:

Postar um comentário