A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

brado

brado

bendita!
baiúca bem bandoleira
beirando baita baderna
balcuciando boas besteiras
Babaquice babilônica
balbúrdia, boatos, balelas
Brasil beirando Babel
baita bafafá... berros!

bispos batizam bacuris
barganhando bagatelas
bagulho baixada bem barato
barganhando bagatelas
barnabés bobos batalham
barganhando bagatelas

bagunça banalizada
baile barracão
bajulando bacanal
baba baby
bate boca

bate bateria
batuca
bum bum bum
bota barulho batucada
bota balanço bamba

brasileira bonita
bota balda
balança bunda boazuda
bole bole balaio
bota banana
bamboleia

bando bestial
bandidos bizarros
botam banca
bendizendo Brasília

bondade banida
bandeira brasileira
beirando bancarrota

bom
brasileiro bacana
benevolente bocaberta
bebe barril birita bagaceira
bafejando budum...

bonança!
bom botar beiços bipartidos
baseado boleado
bota brasa
bota barato!
buuuuuuuuuuu!

sacharuk

BqI9jHHIEAAuPEY

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