A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

bunda mole

bunda mole

Sabes por que:

-teus políticos te roubam?
-te assaltam nas ruas?
-teus filhos são semi-analfabetos?
-teus parentes morrem nos hospitais?
-teu salário é ridículo?
-teu banco te extorque?
-tua escola está em greve?
-tuas prestações estão atrasadas?
-Teu padrão de vida é decadente?
-tua aposentadoria é indigna?

É porque tua bunda brasileira é muito mole.
E teus miolos brasileiros são mais moles ainda.
Porque recusas o conhecimento e a cultura e te preocupes demais com quem está comendo quem na novela das nove. E saibas: em cabeça mole não reside consciência.

E, sem consciência, tu só vais te foder... Merecidamente. Frouxo!

Ficaste furioso? Aí que medo!

sacharuk

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