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A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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O que sei sobre poesia?

O que sei sobre poesia?

O que penso que sei é produto da forma como vejo acontecer pois, quando escrevo, o faço sob a luz do olhar que empresto à esteira dos acontecimentos. Notes que, para tal, não há fórmula, no entanto, posso usar de artifícios que delineiam uma forma, uma estética particular para as palavras cruas que jorram da nascente. De lá brotam os sentidos que já conheces tão bem. Cada pensamento ou sentimento é um fluxo de consciência e somente os conceitos poderão entravá-lo. 

Se os versos nascem sem bloqueios, apenas os registro no papel e, depois, os leio, os vislumbro e percebo a sua carga. Reflito sobre o que dizem e como o dizem. São bandeiras de mim. Engrenagem que funciona em plena independência, mesmo que eu não queira.

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