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A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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canção da tua passagem

canção da tua passagem

vamos andar
deixa tudo aí
vem passear comigo
sei que vais gostar

te levo para casa
encontraremos amigos
e ver a lua de pertinho
no meio da rua

na última semana
o céu resolveu te chamar
então te esperei

quando beijei tua testa
te envolvi em meus braços
mantive o teu controle
esqueceste da dor

vamos andar

te mostro o caminho
que os que viram a felicidade
certo dia trilharam
sob o calor de outro sol

vamos andar

nunca mais estarás sozinho
terás as coisas de verdade
que somente existem
sob o calor de outro sol

segue o caminho
sob o calor de outro sol

sacharuk


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