A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

sei não

Sei não

Que sei eu da vida,
se a consciência revida
o que aqui se revela?
Dizem tanto que ela é bela
mas se há fome e morte
será que viver é sorte??

Sei não...

Há de se ir na contramão
andar capenga e a trote
fazer bolha e ferida
voltar de volta para a ida
fechar buracos do corte
antes que a vida esgote

Marisa Schmidt & Sacharuk

Malcolm Liepke



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