A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

os significados são meus

os significados são meus

os significados são meus
erguidos segundo minha vontade
somente a minha

o que sabes sobre meu intento?
pensas que são as linhas?
as palavras?
o que sabes quando meus olhos
tocam os teus?

nada sabes nada dizes
se são meus
os significados

no meu sonho
despencaste do céu
mergulhaste oceanos
com estranhas criaturas

quando esqueceres
de adornar as palavras
dirás apenas aquilo que sentes
e te entregarei meus significados

sacharuk


2 comentários:

  1. Gostei das imagens significantes do poema. A revista é muito bacana, também. Num futuro que não espero tão distante pretendo promover uma integração entre ações literárias. Abraço.
    Reparei nos links que remetem ao nosso trabalho. ;)

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  2. Gostei das imagens significantes do poema. A revista é muito bacana, também. Num futuro que não espero tão distante pretendo promover uma integração entre ações literárias. Abraço.
    Reparei nos links que remetem ao nosso trabalho. ;)
    Jarbas G. Siebiger

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