A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

OFICINA DE ESCRITA LITERÁRIA INSPIRATURAS - on line e presencial - novos desafios - inscreve-te! Integra conceitos, técnicas e inspiração em desafios lúdicos e escreve poesia, crônicas e contos

quarta-feira, 1 de julho de 2020

eu e minhas crises

eu e minhas crises

e tu, mulher, que perguntas das minhas crises
pois saibas que ainda me resta alguma
já nem sei ficar sem nenhuma, como bem dizes
daquelas que já nem se espera que suma

eu e minhas crises sempre fazemos as pazes
e mais tormenta... disso elas são bem capazes
mas, como não vivo sem crises, querida fada
elas voltam com a fome de mulher malamada

já passei a dos quinze, dos trinta e quarenta
já brochei, me caguei e mijei aos cinquenta
decidi por mais crise e perdi meu emprego
examinaram minha próstata por meio do rego

sacharuk
novembro-azul-moda-masculina-alexandre-taleb-3





Nenhum comentário:

Postar um comentário