A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

seis segundos... sete segundos

seis segundos... sete segundos

sentiu-se seduzida...

subitamente
seus segredos
sucumbiram

sua segurança
solenemente sabotada

sua sobriedade
simplesmente sumiu
seu sofrimento
sarou

sobrou sensualidade
sentiu seus seios
sacrificados sob soutien
saírem sólidos

suplicava sexo
sensualmente selvagem
selvagemente sensível

sentiu safadeza
sacramentada
sequestrando sua santidade
saturando sua sensibilidade

serviu-se sobre sua serpente
sentiu segredos seminais
sufocarem seu semblante
sensivelmente sádico

supostamente satisfeita
sorriu solta
sobretudo
seis segundos
sete segundos
superou sua solidão
saciando sua sede
sentiu-se serena

sacharuk


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