A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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quarta-feira, 17 de junho de 2020

poema de água de rio

poema de água de rio

poema de água de rio
estrofes de mágoa e de frio
versos secos ao vento
salpicados de areia

poesia lírica sereia
canto onírico e lamento
melódico fio que cai lento
rimas que cursam as veias

poema maré lua cheia
ritmo gelado sombrio
num tom engasgado e senil
sem significado ou intento

poesia sem nó argumento
enlace de versos vazios
dor que corrente entremeia
as palavras mais feias

sacharuk

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