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A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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essencial

Essencial

Essencial é teu sorriso aberto
tua alma num frasco
nosso encontro em versos
em qualquer direção, tempo
[ou espaço

Natural como o afeto
que acalma em seu laço
recôncavo e reconvexo
qualquer conjugação, momento
[ou lapso

Necessário feito o ar
é tua musa em cadência
o lastro direito de sonhar
em qualquer estação, luz
[ou frequência

Que flua em teu mar
vocábulos na correnteza
e o desejo de nadar
na argumentação, no som
[na eloquência .

Rogério Germani & sacharuk



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