A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Sobre a sobrevivência das obras, por Juleni Andrade

Se perguntarmos o motivo de certas obras terem sobrevivido e outras não, que resposta teríamos? Na filosofia da antiguidade só tinham permissão para “pensar” os cidadão e esses eram poucos. Na idade média eram os apadrinhados pela Igreja. Os renascentistas, pela ascendente burguesia... no século XX e hoje, os que entram na mídia concorridíssima e vendem bem.

Daqui há muitos séculos, o que irão dizer da arte atual? O que ficar registrado. O que ficará registrado? Visto assim, as opiniões dos respeitáveis críticos têm importância primordial à sobrevida da obra.

O público de arte, qualquer arte, é sugestionado pela membrana publicitária. Porém, às vezes, acontece a sensibilização oferecida por alguma obra fora do processo usual. Vejamos o verbo sensibilizar não como comoção, sim como diálogo obra/expectador.

JULENI ANDRADE

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