A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Sobre a poesia na internet, por Juleni Andrade

Sempre há algum motivo que move o autor. Não acredito na ideia de escrever para si... ainda mais se publicar o escrito ( em qualquer que seja a mídia ). Quem posta um texto quer ser lido, senão guardaria em algum arquivo próprio.

Quando penso em liberdade do autor, penso em ele escolher o que deseja escrever e como. Claro que o escritor deve está ciente de o que alcançará com sua proposta. Se um artista quer público, deve saber qual tipo de público terá com seu estilo.

Às vezes, a crítica especializada ronda um artista com ideias mirabolantes sobre sua obra... e não entende o que ela significa para o artista e seu próprio público.

Muitas vezes, o público não tem a oportunidade de conhecer certas obras por causa da barreira imposta pela crítica e/ou pela mídia dominante. A internet começa a ser um veículo mais livre da interferência dos teorizadores e capitalizadores da arte.
Juleni Andrade

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