A poesia delira ao diapasão e, logo, intenta aos acordes da lira. Poesia que tanto descreve saliva de beijo, bem como a imagem do pensador com o queixo poisado nos dedos. Poesia pode andar no eixo para não ouvir queixa, mas pode andar fora e criar desavenças. Há poesia das crenças, poesia do lixo, poesia pretensa, poesia das gentes, poesia dos bichos. Ela é o amálgama do mundo, verte por tudo. É ofício dos nobres, sedução dos espertos, marofa dos pobres e sina dos vagabundos. Também vive escondida na língua dos analfabetos. Poesia é isso tudo e mais outro tanto, no entanto, poesia não é absurdo. Absurdo é querer-se mudo; absurdo é querer-se surdo; absurdo é querer-se cego. (Tudo e mais outro tanto - sacharuk)

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

O que, realmente, é arte?, por Juleni Andrade

O que, realmente, é arte?

Certamente, é uma criação humana impregnada de valores estéticos. Esses valores estéticos sintetizam emoções, história, sentimentos e cultura: sensibilizam.

Sem dúvida alguma, arte possui um conjunto de procedimentos e apresenta-se sob variadas formas: o artista precisa de técnicas para comunicar-se. As técnicas são a ponte entre a ideia e a comunicabilidade.

O objetivo da arte é criar uma experiência, uma construção mental geradora da contemplação. O sensibilizar é despertar o sentimento de excelência. Assim, cada grupo de indivíduos é “tocado” de forma diferente. O artista é parte de algum grupo,ele pode ficar focado em seu mundo ou pode desejar despertar outros segmentos. Desse modo, a ação do crítico corresponde a um determinado setor social. Para o artista é imprescindível saber o seu real objetivo, as técnicas que usará para alcançá-lo. Para o crítico é fundamental ter consciência de sua limitação enquanto ser social representante de um grupo.
Juleni Andrade

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